quarta-feira, 16 de agosto de 2017

HANA-BI - FOGOS DE ARTIFÍCIO

Hana-bi, 1997
Legendado, Takeshi Kitano


Formato: AVI 
Áudio: japonês
Legendas: português
Duração: 1h 43 minutos
Tamanho: 692 MB
Servidor: Uptobox (Parte única)

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Parte única

SINOPSE
Hana-Bi é um dos raros filmes que se vê como quem está diante de uma obra única, feita com todo o rigor possível, com todos os seus elementos – seja cênicos, dramáticos ou imagéticos – relacionando-se a cada instante. Ou seja, vê-se Hana-Bi como quem está ouvindo uma excepcional peça sinfônica. Nessa peça, Takeshi Kitano consegue não só dar conta do universo violento de seus filmes de policial (Violent Cop, Sonatine), como também consegue incorporar nele todo o olhar esperançoso/melancólico/juvenil de Volta às Aulas (que também tem o nome de Juventude Perdida) e Cenas de Praia.

Em Hana-Bi, os mortos têm tanta importância quanto os vivos. A filhinha do policial Nishi (interpretado por Takeshi Kitano) e de Miyuki, sua esposa, está morta, e a própria Miyulki carrega consigo uma doença fatal, incurável (leucemia, diz um policial amigo de Nishi). De outra parte, Horibe, policial parceiro de Nishi, perde o uso das pernas quando é alvejado por um yakuza e passa a ser renegado pela mulher e pela filha, e vai isolar-se numa casa à beira da praia. Kitano vai observar as vidas desses três seres quase mortos, populados pela morte em mais de um sentido, para tentar alçá-los a mais um bocado de vida.

Nishi é o personagem principal da história. O filme funciona a partir dele, é ele o fio condutor que une toda a narração. Um incidente primordial, acontecido antes da história que Kitano nos mostra, parece dominar seus pensamentos: num shopping, em um tiroteio – que sempre vemos fragmentadamente, sem som e em câmara lenta – Nishi se atraca com um yakuza e outros dois policiais vêm em seu apoio. Um morre e outro é ferido. Como em uma sinfonia, esse é o motivo geral do filme, dando o tom para o clima desesperançoso e violento que o filme terá até seu final.

Hana-Bi trabalha sobretudo com duas metáforas-guias: os fogos de artifício e as flores. De fato, os dois são belos, mas de uma beleza fugaz, fugidia. Takeshi Kitano faz uso dessas imagens para associá-las a seus personagens. Através dos olhos de Kitano, podemos ver a beleza se esvaindo dos vivos, causando extremo desgosto a Nishi, aquele que vai até o fim lutar contra o apagamento da beleza. É ele quem vai restituir a vida a Horibe, presenteando-o com um kit de desenho, que será então seu refúgio; é Nishi que acompanha a sua esposa moribunda tentando fazer com que lhe valham todos seus minutos restantes; e por fim é ele que se responsabiliza pela ex-esposa do policial que morreu em seu lugar. Mas que não se pense que existe nele a mínima esperança da vida ganhar no final: ele sabe disso e espalha seu inconformismo pelas mais inocentes vítimas, como os jogadores de baseball ou a menina da pipa.

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                7.9/10                                     Trailer



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