terça-feira, 28 de maio de 2013

TRABALHAR CANSA - 2011

Trabalhar cansa, 2011
Juliana Rojas, Marcos Dutra


Formato: AVI 
Áudio: português
Duração: 99 min.
Tamanho: 1,36 GB
Servidores: Mega (2 partes)

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SINOPSE
Helena (Helena Albergaria) é uma dona de casa que resolve abrir um minimercado. Tudo vai bem até Otávio (Marat Descartes), seu marido, perder o emprego. A partir de então estranhos acontecimentos tomam conta do local, afetando o relacionamento do casal com a empregada doméstica.

Fonte: Adorocinema
The Internet Movie Database: IMDB - NOTA IMDB: 6.4


ANÁLISE


Esses dias vi numa dessas redes sociais uma imagem sarcástica  que dizia algo do tipo "tudo parece oficial com pequenas folhas ao seu redor". Trabalhar Cansa, filme de Juliana Rojas Marco Dutra tem vários louros destes no cartaz. Os mais nobres são os da mostra Un Certain Regard, do Festival de Cinema de Cannes, e o de ganhador de prêmios do júri do Festival de Paulínia.
Durante a exibição de Trabalhar Cansa, eu me mantive compenetrado, esperando a todo instante o momento da virada, que mostraria, enfim, porque o longa fora escolhido para representar o país no mais nobre festival de cinema do mundo. Quando o tal momento chega, traz junto o arrependimento. Não sei até agora se o desespero ali era de Otávio (Marat Descartes) ou dos cineastas, na tentativa de chocar o público com uma catarse que se mostra apenas gratuita.
A trama, de cunho bastante psicológico, acompanha a vida de Helena (Helena Albergaria), dona de casa que decide investir em um mercadinho de bairro. Para ganhar algum tempo livre, ela contrata Paula (Naloana Lima), empregada que vai ajudá-la com a casa e com a filha, Vanessa (Marina Flores). O problema é que a oportunidade aparece bem na hora que seu marido é demitido e as contas começam a atrasar. Na época do Natal, soma-se às dificuldades enfrentadas por um cada vez mais desmotivado Otávio a visita de sua sogra.
No mercadinho Curumim, as coisas não vão melhor. Helena começa a desconfiar de seus empregados, o local não para de apresentar problemas (de esgoto, infiltração, etc.) e, para piorar, algo muito Arquivo X aparece escondido por ali, com presas enormes, aumentando a bizarrice toda da situação.
Perdoem a minha total falta de sensibilidade artística, mas não entendo. Não entendo os festivais e não entendo quem votou no filme. Enfim, não entendo o filme. Percebo a crítica social, que mostra a classe média paulistana (e brasileira). Vejo ali a bronca contra a sociedade, que descarta profissionais competentes apenas para contratar outros mais novos e baratos, deixando sem espaço essas pessoas mais "experientes". Pego até mesmo o puxão de orelha dado contra esta mesma classe média que não sabe pedir "por favor", nem dizer "obrigado" e acha que está o tempo todo sendo passada para trás. Mas não existem mesmo outras formas de mostrar tudo isso que não seja pela estranheza?
Análise retirada do site Omelete














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