quarta-feira, 31 de outubro de 2012

O GRANDE LEBOWSKI - 1998

The big Lebowski, 1998
Legendado, Joel Coen
Classificação: Excelente

Formato: AVI
Áudio: inglês
Legendas: Pt-Br
Duração: 117 min.
Tamanho: 1 GB
Servidor: 1Fichier (Parte única)

LINK

SINOPSE
Venice, Califórnia. Jeffrey Lebowski (Jeff Bridges) é um desempregado convicto, que vive no ócio e chama a si mesmo de "the Dude". Quando não está sozinho no apartamento, ouvindo canções do Creedence ou usando drogas, está jogando boliche junto com os amigos Walter Sobchak (John Goodman), neurótico por armas, e Donny (Steve Buscemi), um grande jogador que ninguém deixa falar. Um dia alguns desconhecidos invadem o apartamento de Lebowski, cobrando o dinheiro devido por Bunny (Tara Reid), sua suposta esposa. "Dude" tenta desfazer o mal entendido, mas um deles se vinga urinando no tapete. Logo em seguida "Dude" descobre que eles estavam atrás de outro Lebowski (David Huddleston), um milionário. Irritado com o que aconteceu, já que gostava muito do tapete, "Dude" vai até seu homônimo exigir uma compensação. Sem conseguir nada, ele resolve roubar um dos valiosos tapetes da mansão. Tempos depois, Lebowski pede que "Dude" o ajude a entregar a quantia pedida pelo resgate de Bunny. É quando Walter elabora um plano para desmascarar os sequestradores e ainda ficar com o dinheiro.

Fonte: Adorocinema
The Internet Movie Database: IMDB - NOTA IMDB: 8.3


ANÁLISE
A crítica internacional parece ter uma tremenda dificuldade em analisar, classificar e rotular a obra dos irmãos Joel e Ethan Coen. É fato concreto e unânime que os dois estão entre os autores mais criativos e pessoais do cinema norte-americano, mas eles fazem filmes tão diferentes, tão oníricos, tão irreverentes que muita gente não consegue captar a essência dessas obras. Daí as apressadas classificações de “filme menor” que são atadas a comédias brilhantes como “O Grande Lebowski” (The Big Lebowski, EUA, 1998), um dos filmes mais engraçados e surpreendentes dos Coen.
Quando alinhado à obra prévia dos Coen, “O Grande Lebowski” demonstra uma coerência temática admirável. O filme, como quase todos os dirigidos por Joel (e produzidos por Ethan, e roteirizados por ambos), traz um protagonista inicialmente envolvido em uma pequena confusão que, ao tentar resolvê-la, termina por disparar uma sucessão inacreditável de situações irreversíveis que levam o caso a extremos completamente originais e surpreendentes. "Fargo” era assim, “O Homem Que Não Estava Lá” também, e até “Barton Fink”, que não aborda diretamente a idéia de um crime ter sido, ou estar sendo, cometido, como nos outros casos.
Jeff Lebowski (Jeff Bridges) é o protagonista. Ele é um hippie barrigudo, cabeludo e quarentão cuja vida se resume a meia dúzia de pequenos prazeres: fumar maconha, tomar cerveja, jogar boliche com os amigos. Ele faz bicos para sobreviver e mora em um pequeno apartamento à beira-mar, sem ligar para prestações atrasadas. É o tipo de sujeito que horroriza qualquer um que use gravata para trabalhar, mas que secretamente invejamos pela postura blasé diante da sociedade. O tipo de cara para quem os grandes problemas do dia-a-dia de gente comum, como eu e você (pagar o aluguel, trocar o carro, consertar o ar-condicionado), não significa nada. “The Dude” (ou “O Cara”), como é conhecido pelos amigos, é um cara largadão, que vive de chinelos e bermudas, e não está nem aí para o que pensam dele.
O acontecimento que dispara o “efeito dominó” sobre a vida do nosso herói é a invasão do apartamento dele por dois ladrões. Os sujeitos o confundem com um homônimo multimilionário morador da praia de Pasadena, entram no apê, bagunçam tudo e, crime dos crimes, urinam no tapete da sala. Aí já é demais para Jeff: roubar tudo bem, mas estragar o tapete que é parte essencial da decoração da sua casa não dá. Ele decide arrumar dinheiro para comprar outro tapete, e acha que talvez o “grande Lebowski”, verdadeiro alvo dos criminosos, possa pagar por isso. Terá a ajuda de dois amigos íntimos, o veterano de guerra Walter (John Goodman, excepcional e hilariante) e o meio idiota Donnie (Steve Buscemi).
A jornada para conseguir um novo tapete tem tudo o que um amante de bom cinema deseja: lances desconcertantes, cenas hilariantes de comédia refinada (ou não) e até delírios da mente cheia de fumaça de “The Dude”, delírios que geralmente envolvem boliche e o uso de câmera lenta. Joel e Ethan Coen afirmam que “O Grande Lebowski” é uma tentativa de criar uma comédia noir (quem conhece a obra dos dois sabe que eles têm obsessão pelo estilo) ambientada nos dias de hoje. Eles conseguem. O filme é engraçadíssimo, tem uma trilha sonora de primeira qualidade e delírios visuais impagáveis, além de interpretações uniformemente boas, que ficam no limite entre a paródia e a comédia pastelão.
“O Grande Lebowski” é um trabalho de quem possui controle absoluto sobre sua criação. Autores com menos habilidade ou confiança no que estão fazendo jamais conseguiriam desenvolver roteiros tão seguros, que jamais derrapam para a obviedade. Você chamaria de refinado um texto que contém nada menos do que 281 vezes a palavra “fuck”? Não? Pois acredite: “O Grande Lebowski” é, sim, um dos roteiros mais refinados dos irmãos Coen, porque trabalha uma coleção de personagens improváveis, e reúne uma grande quantidade de cenas aparentemente impossíveis de serem ligadas, em um todo fluído que é comédia da mais alta qualidade.
Análise retirada do site Cinereporter
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terça-feira, 30 de outubro de 2012

Sete eras do rock - 2007

Seven ages of rock, 2007
Legendado, Sebastian Barfield / Anna Gravelle / Robert Murphy

Classificação: Excelente

Formato: RMVB
Áudio: inglês
Legendas: português (embutidas)
Duração: 450 min
Tamanho: 3 GB
Servidor: Sendspace

LINKS 
1- My Generation

2- Art Rock

3- Blank Generation

4- Never Say Die Heavy Metal

5- We Are The Champions

6- Left Of The Dial

7- What The World is Waiting For

SINOPSE

Documentário de sete episódios, de 1 hora cada, que conta a história do Rock’n Roll com entrevistas dos integrantes das principais bandas.

1º Episódio (My Generation) – No início dos anos 60, uma geração de adolescentes britânicos rebeldes, que cresceu ouvindo o som cru do blues americano, começou a inventar seu próprio som, carregado de adrenalina. Bandas como Rolling Stones e The Who forneceram a trilha sonora da inconstância daqueles tempos.

2º Episódio (Art Rock) – Dos experimentos multimídia da pop-art de Andy Warhol e do Velvet Underground, à elegância do Gênesis de Peter Gabriel, passando pela psicodelia do Pink Floyd e pelas performances carregadas de David Bowie, o episódio traça a história de como a expressão teatral e conceitual permeou o rock.

3º Episódio (Blank Generation) – A história de duas cidades – Londres e Nova Iorque – e as bandas que surgiram do abandono, da perdição e da ira – a “blank generation”.

4º Episódio (Never Say Die Heavy Metal) – O programa acompanha a trajetória do heavy metal, o mais controverso e incompreendido gênero musical de todos. Acompanhe os altos e baixos de bandas clássicas como Black Sabbath, Deep Purple, Judas Priest.

5º Episódio (We Are The Champions) – Na metade dos anos 70 o rock invade os grandes estádios com o Led Zeppelin. O Queen, o Kiss são os nomes que comandaram o assalto aos grandes palcos. O surgimento dos grandes festivais, o Dire Straits, o The Police, e a era dos estádios no rock and roll.

6º Episódio (Left Of The Dial) – O alvorecer do rock alternativo nos EUA. Nirvana e Kurt Cobain comandam a onda conhecida como grunge. Alice in Chains, Mudhoney e Soundgarden. Os punks do Black Flag em contra ponto ao Van Halen e outras bandas do mainstream, já cansadas. A volta do rock as origens garageiras.

7º Episódio (What The World is Waiting For) – O início do british indie e o Smiths como seu maior ícone. O ambiente do final dos anos 80 e a consolidação do Oasis como a principal banda pós punk. A cena de Manchester, o The Hacienda. Os bons grupos como New Order, The Stone Roses, The Charlatans, Oasis, todos construindo um novo ambiente que receberia o indie, uma geração que tentou reinventar o rock.


The Internet Movie Database: IMDB - NOTA IMDB: 8.3







segunda-feira, 29 de outubro de 2012

KILLER JOE - 2011

Killer Joe, 2011
Legendado, William Friedkin

Formato: AVI
Aúdio: Inglês
Legendas: Português
Duração: 102 minutos
Tamanho: 1,54 Gb
Servidor: Mega (Parte única)


SINOPSE

Em Dallas, Joe (Matthew McConaughey) é um detetive, mas também um assassino por encomenda. Quando Chris (Emile Hirsch), um traficante de 22 anos, tem seu estoque roubado pela própria mãe, ele deve rapidamente encontrar 6 mil reais, senão será assassinado. Chris recorre então a "Killer Joe", lembrando que o seguro de vida de sua mãe vale 50 mil dólares. Inicialmente Joe recusa, porque só é pago adiantado, mas ele abre uma exceção contanto que Dottie (Juno Temple), a sedutora irmã mais nova de Chris, sirva de "garantia sexual" até o dia do pagamento. 
Fonte: AdoroCinema


ANÁLISE

A comédia dos (maus) costumes. 

por Bernardo D.I. Brum

Friedkin nunca teve freios em sua câmera. Seus filmes nunca foram considerados exatamente leves ou acessíveis. Muitos dos seus personagens provocaram revolta e polêmica no público – como Popeye Doyle, o policial racista e violento que atirava pelas costas em Operação França (The French Connection, 1971) ou mesmo Reagan, a pequena menina que, possuída pelo diabo, blasfemou em tela grande em O Exorcista (The Exorcist, 1973). Não satisfeito, anos depois de filmes de menor repercussão, mas de qualidade tão consistente quanto, vem mais um personagem antológico para sua carreira – e que dá inclusive o título para o filme: o absurdo assassino Joe Cooper, um detetive de polícia que, por 25 mil dólares, elimina sem rastros quem você quiser.

Mas claro que nada é tão simples no universo de Friedkin. Verdadeira pérola do humor negro, Killer Joe – Matador de Aluguel foi escrito originalmente para o teatro em 1993 e adaptado agora para o cinema por Tracy Letts, dramaturgo que já havia trabalhado antes com Friedkin em outra adaptação teatral sua, Possuídos (Bug, 2006), um dos trabalhos mais psicologicamente densos do diretor. O roteirista é adepto do “Southern Gothic”, corrente artística Americana que opta por trabalhar com personagens perturbados, situações grotescas e um mundo sem moral nenhuma.

Absurdo e despudorado, o mote de Killer Joe é rápido e fácil de ser explicado: Chris, um jovem traficante de cocaína metido em apuros por causa da sua mãe, chama Killer Joe para assassinar sua genitora. Com o consentimento de seu pai, da sua madrasta e sua irmã mais nova, Dottie, os três concordam em contratar Joe Cooper para dar cabo dela e receber um gordo montante do seguro de vida. Como eles não têm o dinheiro de imediato, Joe mantém Dottie como “garantia”, ameaçando levá-la caso o dinheiro não apareça.
E é isso aí: não há muita consciência ou pesar entre os personagens decadentes do universo de Friedkin e Letts. Ninguém é inocente e Joe surge como um verdadeiro “cobrador”, um anjo da morte ao mesmo tempo elegante e pervertido. Matthew McConaughey, bem longe do terreno da comédia romântica, encarna um personagem que se encaixaria perfeitamente nos quadrinhos de Garth Ennis: sofisticação e ímpeto homicida e libidinoso ocupando um só corpo, um mesmo porte: nunca saberemos do próximo movimento do personagem que surge para reparar as sandices dos outros personagens com sandices maiores ainda. 

Afinal, nunca existiram personagens inocentes ou uma definição clara das forças antagonistas nos filmes de Friedkin. Chris, que logo se vê ameaçado por Killer Joe, é um alguém que, mesmo chocado com os métodos do assassino ainda é, em primeira instância, um jovem que esteve disposto em algum momento em trocar a vida da própria mãe e oferecer a irmã como garantia para saldar uma dívida. O tom misantropo é explícito: tal sorte de sentimentos ruins como traição, mentira, paranoia e oportunismo existem em cada um de nós. Nos filmes do diretor, mais ainda. Nesse filme, em específico, mais do que nunca.
 
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domingo, 28 de outubro de 2012

UM SONHO SEM LIMITES - 1995

To die for, 1995
Legendado, Gus Van Sant 


Formato: AVI
Áudio: inglês
Legendas: português
Duração: 106 min.
Tamanho: 700 MB
Servidor: Sendspace (4 partes)

LINKS
Parte 1
Parte 2
Parte 3
Parte 4

SINOPSE
O sonho americano de sucesso a qualquer custo, na história de Suzanne Stone (Nicole Kidman), bonita e limitada garota do interior que tenta a sortecomo repórter na TV. E torna-se capaz até de matar, para chegar ao estrelato.

Fonte: Adorocinema
The Internet Movie Database: IMDB - NOTA IMDB: 6.7

































































CAFÉ LUMIÈRE - 2003

Kôhî jikô, 2003
Legendado, Hou Hsiao-hsien
Formato: AVI

Aúdio: Japonês
Legendas: Português
Duração: 100 minutos
Tamanho: 990 Mb
Servidor: 1Fichier (Parte única)


SINOPSE

Yoko, escritora free-lancer que dá aulas de japonês em Taiwan, volta ao Japão e reencontra seu amigo, Hajime, dono de um sebo de livros e apaixonado por trens. Hajime a ajuda em uma pesquisa musical. Além disso, Yoko busca renovar seus elos familiares. Decide visitar seu pai e sua madastra, e lá anuncia que está grávida e que pretende criar o bebê sozinha.
Fonte: Cineplayers


ANÁLISE
O cinema ainda tem o seu encanto.
por Rodrigo Laurentino
Nos primórdios do cinema, os irmãos Lumière, tidos como os inventores do cinema, registravam com o cinematógrafo, em documentos de um minuto, o cotidiano da cidade e o movimento das pessoas que nela viviam, tal como o sair dos trabalhadores de uma fábrica, a chegada de um trem à estação ou o simples observar de um bebê sendo alimentado. Anos depois, com o cinema ainda em formação, o cineasta japonês Yasujiro Ozu construiu toda uma filmografia calcada em um olhar que extraía da rotina, do comum, reflexões sobre a passagem do tempo na sociedade e na família. Nos recentes anos, com o cinema tendo passando por inúmeras transformações e atingindo uma enorme complexidade de estilos e produções que por vezes prende o registro mundano da vida em um invólucro artificial, Hou Hsiao-hsien surgiu com um cinema singular que observa não só o individuo, mas também as relações dele com o mundo e a do mundo com o tempo, numa áurea que flui independentemente das vontades do cineasta e do seu público.

Café Lumière é justamente um aceno para essas três propostas bem particulares de se fazer cinema que, centradas em períodos distintos, possuem olhares que dialogam entre si. Com uma homenagem encomendada ao centenário de nascimento de Ozu, Hou Hsiao-hsien realizou aqui mais do que simples tributo ao cineasta japonês, ele celebrou a mais antiga forma que o cinema emula a vida, àquela que não manipula uma realidade, mas que apenas a acompanha sem interferir. E é o cinema de Ozu que Hou usa como base para abrir um diálogo com o cinema de hoje e de antes, através de referências temáticas e estéticas que fogem da emulação e criam uma ambiência onde o registro dos acontecimentos decorre organicamente, e que, não abandonando as suas particularidades, funde o seu olhar com o do homenageado e faz surgir uma obra singular, até mesmo para a sua filmografia.

Minimalista em sua narrativa (ainda mais que nos filmes de Ozu, onde o autor preconizava o mínimo das ações), em uma análise descuidada o filme pode não dizer nada, mas é nos pequenos detalhes, momentos e ações que Café Lumière pulsa com a vida que emana em cada fotograma. Iniciando com a recém-chegada de Yoko em sua casa, no Japão, após mais uma das suas fugazes idas a Taiwan, o filme acompanha a sua vida durante um período fortuito de tempo, onde os mínimos acontecimentos são registrados com leves movimentos de câmera que marcar a atenção do espectador com o cuidado de alguém que calmamente nos guia em meios de objetos, ambientes e lugares com que a personagem se relaciona. E no observar dos instantes fragmentos da vida de Yoko, mergulhamos em uma parte da história do cinema.

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